O desenvolvimento de Ethernia voltou ao centro das discussões na comunidade gamer após um fim de semana marcado por um lançamento frustrado e mais um adiamento. Em um comunicado oficial publicado no Steam, o criador do projeto decidiu falar abertamente sobre os problemas recentes, assumiu erros, explicou as decisões técnicas do RPG e reforçou: o jogo não foi cancelado, não é golpe e segue como free-to-play.
Desde o início, Ethernia nasceu como um projeto indie modesto, mas acabou crescendo rápido demais. Segundo o próprio desenvolvedor, essa expansão acelerada — somada ao fato de ser seu primeiro jogo completo — trouxe desafios técnicos e organizacionais que ele não estava preparado para enfrentar sozinho. O resultado foi um lançamento que falhou exclusivamente por problemas no launcher, frustrando jogadores que aguardavam ansiosamente pelo acesso.
Esse episódio, porém, acabou reforçando uma decisão tomada desde cedo: levar Ethernia para o Steam. A plataforma oferece uma infraestrutura mais estável, segura e testada, algo essencial para evitar novos problemas de distribuição, atualizações e segurança. Para o projeto, isso representa uma base técnica mais sólida daqui em diante.
Após o adiamento, rumores começaram a circular rapidamente, levantando dúvidas sobre a legitimidade do jogo. O desenvolvedor foi direto ao ponto. Ethernia não está cancelado, não é um scam e continuará sendo gratuito para jogar. A venda dos Founder Packs surgiu apenas como resposta ao pedido de jogadores que queriam apoiar financeiramente o desenvolvimento.
Esses pacotes oferecem skins exclusivas, suplementos iniciais de gameplay e um título de Founder limitado a essa fase inicial. Com o atraso, todos os jogadores que solicitaram reembolso já receberam o valor integral, sem complicações. A única consequência foi a remoção das recompensas associadas, algo descrito como simples e transparente.
Outro ponto que gerou debate foi a tecnologia por trás do RPG. Ethernia utiliza uma engine open-source, o que levantou críticas em parte da comunidade. O criador rebateu lembrando que engines abertas são amplamente usadas na indústria, assim como Unity, Godot ou Unreal, e que o valor de um jogo não está no nome da ferramenta, mas em sua história, sistemas, missões e mundo.
O mesmo vale para os assets. O projeto faz uso de pacotes comprados e gratuitos — prática comum no desenvolvimento indie —, mas o desenvolvedor destaca que não se trata de um simples “asset dump”. Ao longo dos anos, ele e sua esposa cuidaram da curadoria visual, adquiriram conteúdos de diferentes artistas, apoiaram mais de 200 criadores no Patreon e contrataram freelancers para modificar modelos, criar animações e personalizar elementos do jogo.
A comunidade reagiu de forma mista, mas o tom do comunicado ajudou a reduzir a tensão. Muitos jogadores elogiaram a transparência, enquanto outros seguem cautelosos, esperando resultados concretos. Ainda assim, o posicionamento direto parece ter estabilizado parte da conversa em torno do projeto.
O desenvolvedor encerra afirmando que continuará trabalhando incansavelmente em Ethernia, reconhecendo que o projeto cresceu além do que ele imaginava e que, a partir de agora, não deve mais ser uma jornada totalmente solitária. Para quem decidiu permanecer, a promessa é clara: um novo marco no desenvolvimento do RPG está a caminho.
Se Ethernia vai conseguir transformar essa turbulência em um ponto de virada, ainda é cedo para afirmar. Mas, neste momento, o projeto segue vivo — e sob os olhos atentos de uma comunidade que quer, acima de tudo, ver o jogo finalmente acontecer.
Fonte: Steam e informações MMORPGBR.com.br
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