Preço do gás de cozinha cai e botijão pode ficar até R$ 4 mais barato
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Preço do gás de cozinha cai e botijão pode ficar até R$ 4 mais barato

Mairon Vieira
Escrito por Mairon Vieira

Jornalista e especialista em conteúdo digital. Ao longo da carreira trabalhou para sites de tecnologia, economia, games, sempre com foco em oferecer informações claras e confiáveis.

Os consumidores da Bahia começaram a sentir um alívio no bolso após uma nova redução no preço do gás de cozinha. A queda foi provocada por um reajuste aplicado pela Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, que diminuiu o valor do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) vendido às distribuidoras.

A mudança entrou em vigor no último sábado, 1º de agosto, e representa uma redução de cerca de 7,1% no preço praticado pela refinaria. Segundo estimativas do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha (Sindrevgás), o desconto pode chegar entre R$ 3 e R$ 4 no botijão de 13 quilos, conforme o repasse avance ao longo da cadeia de distribuição.

A Acelen informou que o preço do GLP comercializado para distribuidoras caiu de R$ 4.281 para R$ 3.985 por tonelada, uma redução próxima de 6,9%. Apesar disso, a empresa reforça que o valor pago pelo consumidor final depende das políticas adotadas por distribuidoras e revendedores, além dos estoques adquiridos antes do reajuste.

Segundo o presidente do Sindrevgás, Roberto Souza, a tendência é que a queda seja percebida gradualmente durante os próximos dias. Como parte do mercado ainda trabalha com estoques comprados pelos valores anteriores, o desconto não costuma chegar imediatamente a todos os estabelecimentos.

A formação do preço do gás também continua ligada a fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do câmbio e os custos logísticos. Esses elementos influenciam diretamente os reajustes aplicados pelas refinarias e podem alterar os preços ao longo do ano.

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Mercado vive mudanças com aumento da demanda

Além da redução anunciada, o setor de gás de cozinha atravessa um momento de transformação. O crescimento da demanda, impulsionado pela ampliação de programas sociais voltados ao fornecimento de GLP, elevou significativamente a necessidade de novos botijões.

Dados do setor mostram que as importações de recipientes produzidos na China aumentaram de cerca de 9,9 mil unidades em 2025 para mais de 515 mil apenas no primeiro semestre de 2026. Aproximadamente 90% desses botijões tiveram origem no mercado chinês.

O avanço das importações gerou uma disputa entre fabricantes nacionais e distribuidoras. Enquanto a indústria brasileira defende medidas para fortalecer a produção local e ampliar a proteção contra a concorrência estrangeira, as distribuidoras argumentam que a capacidade nacional ainda não atende completamente ao crescimento da demanda.

Governo amplia iniciativas para reduzir custos

O preço do gás de cozinha também segue no centro das políticas públicas voltadas às famílias de baixa renda. O governo federal vem ampliando programas de subsídio destinados aos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), com prioridade para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A expectativa é reduzir o impacto do botijão de 13 quilos no orçamento doméstico e garantir maior acesso a um item considerado essencial para a alimentação e o dia a dia das famílias brasileiras.

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