O uso de óculos inteligentes nas cabines de votação gera preocupação nas eleições de 2026, mesmo sem menção explícita nas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses dispositivos, que contam com câmeras, microfones e alto-falantes, podem comprometer o sigilo do voto, motivo pelo qual estão proibidos.
Embora o regulamento do TSE não nomeie os óculos inteligentes, ele veda qualquer aparelho que possa registrar, transmitir ou divulgar o voto. A proibição já inclui celulares, máquinas fotográficas e equipamentos de radiocomunicação. A intenção é evitar fraudes e a compra de votos, garantindo a privacidade do eleitor.
O desafio está na fiscalização, pois os óculos inteligentes variam muito em modelos e marcas, incluindo versões menos conhecidas vendidas pela internet. Alguns dispositivos possuem mecanismos que dificultam a identificação, como LEDs que indicam gravação, os quais podem ser desativados.
O desembargador Roberto Maia Filho, vice-presidente do TRE-SP, reforça que a Justiça Eleitoral está preparada para impedir o uso desses aparelhos na cabine, mantendo a liberdade do eleitor em sua escolha. Quem se recusar a deixar o equipamento proibido fora da cabine será impedido de votar e a situação será registrada em ata, podendo envolver a polícia.
Com essa postura, o TSE busca equilibrar a inovação tecnológica e a segurança do processo eleitoral, mesmo diante da ausência de uma regulamentação específica para os óculos inteligentes. O cenário indica que, para as próximas eleições, a fiscalização será mais rigorosa e atenta às novas formas de dispositivos que possam comprometer o voto.
Assim, o eleitor deve estar atento às regras implícitas e evitar qualquer equipamento que possa ser interpretado como ameaça ao sigilo, garantindo uma votação tranquila e segura para todos.