Nesta quarta-feira, o dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174, refletindo um dia de alívio nos mercados financeiros globais. No acumulado de setembro, a moeda americana registra uma leve baixa de 0,15%, após um terceiro trimestre de avanço modesto.
O cenário favorável foi impulsionado principalmente pela divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado. O índice de preços ao consumidor (PCE) subiu 0,3% em agosto, abaixo da previsão de 0,4%, enquanto o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2%, contra 0,3% projetados. Esses números reduziram as expectativas de novas altas nos juros pelo Federal Reserve, impactando positivamente o câmbio.
No Brasil, o desempenho do real foi destacado entre as moedas latino-americanas, beneficiado também pelo cenário eleitoral estável e pela formação da taxa de câmbio no fim do mês. Paralelamente, a B3 registrou forte alta, com o Ibovespa subindo 1,37% e alcançando 186.340 pontos. No mês, o índice acumula valorização superior a 5%, impulsionada por ações de bancos e setores domésticos, além do fluxo positivo de capital estrangeiro, que já soma quase R$ 30 bilhões no ano.
O petróleo, por sua vez, encerrou em alta, mantendo a atenção dos investidores voltada para as tensões no Oriente Médio, que seguem influenciando os preços da commodity.
Com a inflação americana mais controlada, o mercado pode esperar um ambiente de juros mais estáveis e menor volatilidade cambial, favorecendo investimentos em ativos brasileiros e trazendo maior confiança para a reta final do ano. O real deve continuar ganhando espaço frente ao dólar, especialmente se os indicadores econômicos locais mantiverem esse ritmo.
Em suma, o dia trouxe respiro para os mercados e indicativos positivos para o cenário financeiro brasileiro, com o dólar em queda e a bolsa em alta, um alento em meio às incertezas globais que marcam 2026.