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Após críticas pesadas, Ashes of Creation promete melhorias reais para jogadores solo

Ashes of Creation sempre foi um MMO orgulhosamente fiel às raízes do género. Um mundo pensado para grupos, guildas e cooperação constante. Jogar sozinho nunca foi prioridade — e, durante muito tempo, nem sequer foi viável. Mas isso está prestes a mudar.

Nos últimos 10 a 15 anos, o género MMO transformou-se. O que antes era visto como heresia — progredir sozinho num jogo massivamente multijogador — tornou-se prática comum. Muitos estúdios adaptaram-se. Ashes of Creation, não. Pelo menos até agora.

Desenvolvido pela Intrepid Studios, o jogo sempre deixou claro que não seria “casual friendly” nem “solo friendly”. Jogadores solitários ficavam para trás em níveis, equipamentos e poder geral. Os sistemas existentes foram desenhados quase exclusivamente a pensar em grupos organizados e guildas, tornando a progressão individual lenta e frustrante.

Esse cenário começou a mudar após a estreia de Ashes of Creation no Steam, a 11 de dezembro. O lançamento levou o jogo a centenas de milhares de novos jogadores, muitos deles sem conhecimento prévio da filosofia rígida do projeto. O resultado foi imediato: fóruns, redes sociais e comunidades encheram-se de críticas e pedidos por uma experiência mais viável para quem joga sozinho.

A resposta veio diretamente da liderança do projeto.

O diretor de Ashes of Creation confirmou que a equipa está a trabalhar para melhorar a experiência de jogo solo. Segundo ele, embora o MMO continue a ser, por definição, focado no multijogador, o estado atual do acesso antecipado exige um nível excessivo de dependência de grupos apenas para progredir.

“Pretendemos melhorar as possibilidades de jogo solo. Já mencionei isso antes — embora Ashes seja, por natureza, um jogo multijogador, o estado atual do acesso antecipado exige demasiado trabalho em equipa para se conseguir evoluir. Corrigir isso vai levar tempo, mas é um problema conhecido e estamos focados nele.”

Ainda não há detalhes concretos sobre o que exatamente vai mudar nem quando as alterações chegam. Mas a mensagem é clara: jogar sozinho deixará de ser sinónimo de ficar para trás.

Para a comunidade, isto representa uma viragem importante. Muitos jogadores valorizam o mundo persistente, a ambição e a escala de Ashes of Creation, mas nem todos têm disponibilidade para horários fixos ou grupos constantes. Tornar o jogo mais acessível a este público pode ser decisivo para o futuro da base de jogadores.

Se a Intrepid conseguir equilibrar bem a balança, Ashes of Creation pode alcançar algo raro no género: manter uma identidade MMO forte, baseada em cooperação, sem afastar quem prefere explorar e evoluir ao seu próprio ritmo.

Uma mudança silenciosa, mas com potencial para redefinir o caminho do jogo.

Escrito por
Gustavo Roma

Redator apaixonado pelo mundo da tecnologia e jogos online, principalmente MMORPGs.

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