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ARK: Lost Colony estreia oficialmente e leva a franquia ao seu capítulo mais ambicioso

ARK: Lost Colony já está disponível e marca um dos lançamentos mais ousados da história da franquia. A nova expansão chega para preencher a lacuna narrativa entre Extinction e ARK 2, levando os jogadores de volta a Arat Prime, o ponto zero da queda da humanidade — agora transformado em um pesadelo congelado.

No centro da experiência está o Necrocene, uma era pós-Cataclismo em que o polo sul da Terra mergulhou em uma noite eterna. Sob camadas de gelo e desolação, a Lost Colony sobrevive protegida por escudos energéticos alimentados pelo instável Red Element, uma fonte de calor radioativa que mantém a cidade viva… ao custo de impedir a reconstrução do planeta.

Um ARK mais narrativo, sombrio e cinematográfico

Diferente de tudo o que a série já apresentou, Lost Colony aposta pesado em narrativa. A expansão mistura horror gótico, ficção científica avançada e dilemas morais claros: preservar a própria humanidade ou aceitar a Turning e se tornar aquilo que o mundo exige para sobreviver.

Essa história ganha vida por meio de múltiplos formatos. Cutscenes animadas produzidas pelo estúdio MAPPA colocam Michelle Yeoh no papel da lendária Mei-Yin, enquanto sequências cinematográficas em CGI utilizam tecnologia Unreal Engine 5 Metahuman, com atuações de Madeleine Madden (Helena Walker), Auli’i Cravalho (Meeka) e Karl Urban como o icônico Bob.

Como se não bastasse, a mente do jogador nunca está em paz. O Lost King, dublado por Keith David, e o infame Edmund Rockwell, com voz de David Tennant, invadem os pensamentos do sobrevivente em tempo real, comentando decisões, erros e avanços durante a jornada.

Um mapa que conta histórias em cada região

O mapa de Lost Colony é quase um personagem próprio. Da vastidão desolada da Tundra, marcada pelos destroços de uma ARK caída, até a beleza perturbadora da Twilight Forest, com flora bioluminescente reagindo às auroras, tudo foi desenhado para reforçar a sensação de sobrevivência a qualquer custo.

O coração desse mundo é a própria Lost City, uma metrópole gótica construída sobre a Caldera, onde energia geotérmica alimenta a cidade e sustenta o domínio absoluto do Lost King. Cada área — das Hot Springs aos Aberrant Crash Sites — esconde riscos, recursos e fragmentos da história perdida de Arat Prime.

Criaturas inéditas e ameaças como nunca antes

A expansão introduz uma leva impressionante de criaturas, muitas delas com mecânicas únicas. O pequeno Veilwyn oferece conforto raro na noite eterna, enquanto suas evoluções, Solwyn e Malwyn, representam caminhos opostos entre esperança e corrupção.

Há espaço também para monstros imponentes como o Ossidon, que transforma o frio em arma, o grotesco Gloon, fruto da loucura de Rockwell, e o majestoso Aureliax, um dragão telecinético que manipula gravidade e equilíbrio cósmico. Velhos conhecidos retornam repaginados, como o Desmodus, agora senhor absoluto da escuridão do Necrocene.

Thralls mudam a lógica do endgame

Uma das maiores novidades está nos Thralls, soldados bioengenheirados do Lost King. Diferente de criaturas tradicionais, eles usam armas, armaduras e até teleportadores pessoais. O jogador pode conquistá-los por lealdade ou submissão, comandá-los em missões, automatizar tarefas de base ou até assumir controle total de um deles em combate.

Esse sistema redefine o endgame com Outpost Missions, escolhas de alinhamento e progressão profunda, trazendo uma camada quase estratégica ao ARK tradicional.

O que isso muda para os jogadores

ARK: Lost Colony não é apenas mais um mapa. Ele redefine o tom da franquia, aposta em storytelling de alto nível e introduz sistemas que apontam claramente para o futuro de ARK 2. A sensação é de estar vivendo um prólogo jogável de algo muito maior, onde narrativa e sobrevivência finalmente caminham lado a lado.

Um novo padrão para o universo ARK

Com Lost Colony, a Studio Wildcard entrega um capítulo mais sombrio, mais ambicioso e mais narrativo do que tudo que veio antes. É um ARK que olha para frente, sem esquecer suas raízes, e que desafia o jogador não apenas a sobreviver — mas a decidir quem ele precisa se tornar para continuar vivo.

Fonte: Steam – ARK: Lost Colony

Escrito por
Gustavo Roma

Redator apaixonado pelo mundo da tecnologia e jogos online, principalmente MMORPGs.

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