A crescente qualidade das produções chinesas tem chamado a atenção no cenário global, especialmente entre os desenvolvedores japoneses. Um recente vídeo do aguardado RPG de ação Arknights: Endfield, destacando a animação do personagem Yvonne, gerou intensos debates no Japão. Os especialistas japoneses ficaram impressionados com a fluidez dos movimentos, o detalhismo e a expressividade na transmissão da personalidade do personagem, evidenciando como as empresas chinesas estão superando suas contrapartes em termos de animação.
Atualmente, a principal diferença não está mais na qualidade gráfica, mas sim na abordagem à animação. Estúdios chineses investem mais tempo e recursos não apenas nos movimentos dos personagens, mas também na física, na dinâmica da câmera e no impacto visual geral das cenas. Uma das razões apontadas para o atraso das produtoras japonesas é a escassez de talentos qualificados em animação, levando as empresas a competir acirradamente por profissionais limitados.
Outro fator relevante é a pressão para reduzir custos. Orçamentos restritos forçam estúdios japoneses a recorrer a animações repetitivas e captura de movimento, enquanto empresas chinesas podem destinar mais recursos financeiros ao desenvolvimento. Mesmo com orçamentos equivalentes, um animador japonês destacou que as produtoras locais enfrentariam dificuldades em reunir a força de trabalho necessária para alcançar esse nível de excelência. Além disso, diferenças culturais no ambiente de trabalho contribuem para essa disparidade: desenvolvedores chineses trabalham em ambientes mais flexíveis, onde ideias inovadoras são bem-vindas, algo que pode ser menos comum na indústria japonesa. No momento, Arknights: Endfield encontra-se em fase de testes fechados desde meados de janeiro de 2025, com data de lançamento ainda não confirmada. A tendência indica que as produções chinesas continuarão avançando, elevando os padrões visuais e tecnológicos da indústria global de jogos.
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