O futuro de DOFUS para 2026 finalmente foi detalhado pela Ankama, trazendo um plano ambicioso dividido em seis temporadas temáticas, quatro grandes atualizações e mudanças profundas em sistemas antigos. A proposta tenta mostrar que o ano de 2025 serviu como base técnica para algo maior. Ainda assim, a reação inicial da comunidade mistura curiosidade, expectativa… e muita desconfiança.
Depois do lançamento conturbado da versão 3.0, 2025 foi marcado mais por correções, ajustes de interface e estabilização do que por novidades de peso. A própria Ankama reconhece que, para muitos jogadores, o período soou como um longo ano de transição. Em 2026, a promessa é virar essa página com um calendário mais claro, narrativo e conectado ao coração do jogo: os seis Dofus Primordiais.
A ideia central é simples no papel. Cada temporada define o clima, os eventos e o fio narrativo. As atualizações trazem as mudanças concretas — sistemas, reformulações e novos conteúdos — enquanto melhorias de qualidade de vida e interfaces continuam acontecendo ao longo de todo o ano.
O ciclo começa com a Temporada Esmeralda, em janeiro, apostando em mistério e investigação coletiva, com sinais espalhados pelo Mundo dos Doze e um evento comunitário pensado para se desenrolar ao longo de semanas. Já em março, a Temporada Turquesa chega com a aguardada atualização 3.5, trazendo três pontos sensíveis: a Roda do Caos, um novo modo de Koliseu mais acessível; a reformulação da aparência das classes, incluindo corpos alternativos e uma interface visual mais flexível; e, finalmente, a prometida reformulação da criação, um dos sistemas mais criticados do jogo.
No meio do ano, a Temporada Púrpura e a atualização 3.6 miram diretamente os novos jogadores, com ajustes no tutorial, mais clareza nos combates e uma reorganização das características. Também está prevista uma reformulação cuidadosa dos Crâs, além do retorno de ferramentas sociais clássicas, como a busca de grupo e as páginas de personagem — dois pedidos antigos da comunidade.
O segundo semestre traz novidades mais estruturais. A Temporada Ocre introduz as incursões, um novo tipo de conteúdo cooperativo focado em grupos organizados, enquanto a Temporada Marfim, com a versão 3.7, aposta em melhorias técnicas para leitura de efeitos visuais em combate. Por fim, a Temporada Ébano, com a atualização 3.8, promete um grande evento de encerramento que deve mudar definitivamente o papel dos Dofus Primordiais no universo do jogo.
Apesar do escopo impressionante, o anúncio reacendeu feridas antigas. Nos comentários oficiais, muitos jogadores questionam abertamente a credibilidade da Ankama, citando promessas feitas em 2024 que não se concretizaram em 2025. O tema mais sensível, porém, voltou com força: o sistema de montarias.
Criadores de montarias criticam a falta de comunicação clara sobre possíveis mudanças e lembram que anúncios anteriores já causaram impactos reais na economia dos servidores, como a venda precipitada de padoques e a desvalorização de itens. O medo é que uma reformulação mal planejada transforme um sistema profundo em algo superficial, afetando diretamente quem investiu tempo e kamas nessa atividade.
O tom geral da comunidade é de cautela. Há interesse nas temporadas, curiosidade sobre as incursões e expectativa pelas melhorias visuais, mas também um sentimento recorrente de “esperar para ver”. Para muitos veteranos, a Ankama precisa provar, na prática, que 2026 será diferente — não apenas no discurso.
Se conseguir cumprir boa parte do que foi prometido, DOFUS pode entrar em um novo capítulo, mais coeso e narrativo, no ano em que a Ankama celebra seus 25 anos. Caso contrário, o risco é aprofundar ainda mais a distância entre estúdio e jogadores. O Mundo dos Doze já ouviu grandes promessas antes. Agora, ele espera entregas.
Fonte: https://www.dofus.com/pt
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