A decisão de uma escola em Poole, Dorset, de pedir que alunos deixem de cantar músicas de KPop Demon Hunters gerou um debate inesperado entre pais, professores e a comunidade local. A direção alegou preocupação com as referências a demônios presentes no filme, enquanto famílias defendem que as canções carregam mensagens positivas.
O caso começou quando o diretor Lloyd Allington enviou um comunicado às famílias explicando que alguns funcionários e estudantes estavam desconfortáveis com trechos das músicas, vistos por parte da comunidade como alusões a forças espirituais contrárias a Deus. A postura da escola rapidamente chamou atenção — não apenas pelo tema sensível, mas pela forma como cultura pop e crenças entram em colisão dentro do ambiente escolar.
Pais relataram que ficaram surpresos com a restrição. Alguns responderam ao e-mail destacando que as músicas do longa, sucesso entre crianças e pré-adolescentes, falam sobre coragem, bondade e trabalho em equipe. Mesmo assim, a escola manteve a recomendação para que as canções não fossem entoadas durante as aulas.
A situação reacendeu memórias de outras tentativas de proibição cultural nos corredores escolares. Quem cresceu nos anos 2000 lembra da resistência semelhante a Pokémon, acusado à época de incentivar temas considerados inadequados. Assim como antes, muitos comentaram que proibições raramente funcionam — e que estudantes costumam encontrar caminhos naturais para continuar consumindo aquilo que os conecta com seus amigos e com a cultura ao redor.
Nos fóruns e redes sociais, jogadores e fãs de animação compararam o episódio a outras polêmicas envolvendo filmes e jogos que utilizam elementos fantásticos. Para muitos, o debate mostra como símbolos comuns à ficção ainda podem gerar ruídos quando misturados à diversidade de crenças dentro de uma mesma comunidade escolar.
Com a estreia de KPop Demon Hunters 2 prevista para 2029 na Netflix, a tendência é que a discussão volte a ganhar força. Se por um lado escolas buscam proteger sensibilidades religiosas, por outro lidam com uma geração profundamente conectada à cultura pop global — e que vê nesses produtos não apenas entretenimento, mas identidade.
No fim, o episódio expõe um dilema moderno: como equilibrar liberdade cultural, respeito às crenças e o espaço escolar como ponto de encontro entre mundos diferentes. Uma conversa que, ao que tudo indica, está longe de terminar.
Fonte: https://sicnoticias.pt
Deixe um comentário