O Grand Theft Auto 6 pode estar prestes a redefinir o conceito de multiplayer em jogos de mundo aberto. Segundo Rich Vogel, desenvolvedor veterano com passagens por Ultima Online, Star Wars Galaxies e The Old Republic, muitos dos recursos planejados para o novo título da Rockstar Games se encaixam perfeitamente na estrutura de um MMORPG moderno.
A declaração surgiu em uma entrevista recente, reacendendo um debate que já vinha ganhando força entre jogadores atentos a vazamentos, aquisições estratégicas da Rockstar e aos rumos do multiplayer da franquia.
Desde o lançamento de GTA V, a Rockstar deixou claro que vê o modo online como um pilar central da experiência. Agora, com GTA 6, a ambição parece ainda maior. Vogel destaca que, se os rumores sobre sistemas persistentes, roleplay aprofundado e grande escala de jogadores se confirmarem, o jogo pode facilmente ultrapassar a definição tradicional de um sandbox e entrar no território dos MMOs.
O contexto ajuda a entender por que essa ideia faz tanto sentido. Em 2023, a Rockstar adquiriu a Cfx.re, empresa responsável pelo FiveM, plataforma que transformou o GTA Online em um verdadeiro laboratório de roleplay, servidores dedicados e economias próprias — características clássicas de MMORPGs. Pouco depois, veio a parceria com o NoPixel, o servidor de RP mais famoso da comunidade, conhecido por experiências narrativas profundas e personagens persistentes.
Para Vogel, o mercado ainda tem apetite por grandes MMOs ocidentais, mas falta disposição das publishers para assumir riscos. É justamente aí que GTA 6 pode quebrar o padrão. Com orçamento praticamente ilimitado, tecnologia proprietária e uma base de jogadores gigantesca, a Rockstar estaria em posição única para lançar algo que não seja apenas um sucessor de GTA V, mas um ecossistema online vivo.
A comunidade já percebeu esse movimento. Discussões sobre servidores massivos, profissões jogáveis, mundos em constante evolução e até elementos de “metaverso” se tornaram comuns entre fãs que acompanham os vazamentos do projeto conhecido internamente como Project ROME. A expectativa é que o multiplayer venha muito mais integrado à experiência principal desde o primeiro dia.
Se esse caminho se confirmar, o impacto para os jogadores pode ser enorme. Em vez de sessões isoladas, GTA 6 pode oferecer progressão de longo prazo, identidade persistente e um mundo moldado pelas ações da comunidade — algo raro fora do gênero MMO tradicional.
O que muda daqui para frente é a própria percepção do que é Grand Theft Auto. A franquia que sempre definiu o gênero de mundo aberto pode, mais uma vez, puxar a indústria para outro patamar, misturando narrativa cinematográfica com sistemas online massivos.
No fim das contas, ainda é cedo para cravar rótulos. Mas se até veteranos do calibre de Rich Vogel estão enxergando DNA de MMORPG em GTA 6, talvez a Rockstar esteja mesmo preparando algo muito maior do que apenas “mais um GTA”.
Fonte: https://www.tweaktown.com/
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