Riot Games demite 11% de sua força de trabalho e desiste de sua marca Riot Forge

Há vários meses, os principais players da indústria de games vêm demitindo uma série de demissões e a Riot Games foi adicionada a uma lista já longa: em uma nota dupla publicada em seu site oficial (uma dirigida aos jogadores, outra aos funcionários), a gigante americana anuncia que terá que demitir “cerca de 530” de seus funcionários, principalmente fora dos departamentos dedicados ao desenvolvimento. São 11% da sua força de trabalho – “não para satisfazer os acionistas ou atingir uma meta financeira para o próximo exercício trimestral, mas porque é uma necessidade”.

Como a maioria de seus colegas atuais, o CEO Dylan Jadeja e o copresidente Marc Merrill apontam a dificuldade de tal medida que “afeta indivíduos e famílias” e que o estúdio está tentando implementar “com respeito e sensibilidade”. No entanto, é considerada necessária e apresentada como a última alternativa depois de já ter aplicado medidas drásticas de redução de custos.

Pragmaticamente, a dupla aponta que a força de trabalho da Riot Games “mais do que dobrou nos últimos anos”, levando a um aumento de custos para a empresa “a ponto de se tornar insustentável”. Eles continuam: “Não temos mais espaço para experimentação ou fracasso – o que é vital para uma empresa criativa como a nossa. Tudo isso compromete o core do nosso negócio.” Como resultado, a Riot Games pretende se concentrar em seu core business e em seus jogos “com mais valor para os jogadores”.

Muito concretamente, a desenvolvedora pretende focar apenas em seus principais títulos (League of Legends, Valorant, Teamfight Tactics e Wild Rift), e se espalhar menos fina integrando “e-sports, música e entretenimento” mais de perto em seus jogos. Entendemos que os esportes eletrônicos não se resumem apenas à competição, mas devem incentivar o envolvimento da comunidade; Entretenimento não é apenas sobre histórias a serem contadas, é sobre a criação de experiências imersivas e memoráveis.

O fim da Riot Forge


Uma das consequências diretas dessa reestruturação é o fim da Riot Forge, a marca lançada em 2019 para publicar jogos desenvolvidos por estúdios externos no universo de League of Legends. Segundo Jadeja e Merrill, essa iniciativa foi “um sucesso criativo”, mas não conseguiu gerar receita suficiente para justificar sua continuidade. Eles agradecem aos parceiros envolvidos (Airship Syndicate, Double Stallion Games e Fortiche Production) e prometem honrar seus compromissos até o final dos projetos em andamento (Ruined King: A League of Legends Story e Hextech Mayhem).

Os fãs desses jogos podem ficar tranquilos: eles ainda poderão jogá-los normalmente e receberão atualizações regulares. No entanto, não haverá novos jogos sob o selo Riot Forge no futuro. A Riot Games prefere investir seus recursos em seus próprios títulos e expandir seu alcance para outras plataformas (como consoles e dispositivos móveis).

Um futuro incerto


A decisão da Riot Games de cortar sua força de trabalho e abandonar sua marca Riot Forge pode ser vista como um sinal de crise na indústria de games, que enfrenta uma concorrência cada vez maior e uma demanda cada vez mais exigente dos jogadores. A empresa, que foi fundada em 2006 e se tornou um dos maiores nomes do setor graças ao sucesso fenomenal de League of Legends, parece estar lutando para se adaptar às mudanças do mercado e às expectativas de seu público.

Ao mesmo tempo, a Riot Games também enfrenta problemas internos, como acusações de assédio sexual, discriminação e cultura tóxica no ambiente de trabalho. Em 2019, a empresa teve que pagar US$ 10 milhões para encerrar um processo coletivo movido por funcionárias que alegavam ter sido vítimas de desigualdade salarial e tratamento injusto. Em 2020, a empresa foi processada novamente por uma ex-funcionária que afirmava ter sido demitida por denunciar casos de assédio. Em 2021, a empresa foi multada em US$ 100 milhões pela Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego dos EUA por violar as leis federais de direitos civis.

Diante desses desafios, a Riot Games tenta se reinventar e se reafirmar como uma empresa líder e inovadora no cenário dos games. Mas será que essa estratégia será suficiente para garantir sua sobrevivência e seu crescimento no longo prazo? Só o tempo dirá.

Máiron Vieira

Máiron Vieira

Adepto de Computadores e Notebooks desde quando teve o seu primeiro acesso a um aos 6 anos de idade, um PC com Windows 95 que rodava Coelho Sabido e Swat 3. Desde lá, acompanha o mundo da tecnologia, onde se tornou especialista em Notebooks, Computadores, Monitores e Teclados Gamers. Juntou toda essa experiência com o passa tempo de jogos MMORPG, onde iniciou com Tibia em 2005, mas teve acesso a jogos também como Gunbound, para criar o Blog GAMIWORK.Desde 2019 possui expertise em tecnologia e análises de produtos.E-mail: [email protected]

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