O jornalista Chico Santo, nome profissional de Francisco de Assis Ripol Clemente, morreu aos 46 anos após ser encontrado desacordado nas águas do Lago de Genebra, na Suíça. O caso, ocorrido no último sábado (18), está sendo investigado pelas autoridades locais, que ainda não divulgaram a causa da morte.
Segundo informações da polícia suíça, o jornalista foi localizado inconsciente a cerca de três metros da margem do lago. Pessoas que estavam no local e equipes de emergência tentaram reanimá-lo, mas a morte foi confirmada ainda no local. A investigação é conduzida pelo Ministério Público da região com apoio da brigada do lago e da polícia científica.
Natural de São Paulo, Chico Santo construiu uma trajetória de mais de duas décadas no jornalismo, com destaque para a cobertura esportiva e internacional. Ao longo da carreira, passou por importantes veículos de comunicação, entre eles TV Globo, GloboNews, SporTV, Jovem Pan, Portal Terra, Jornal do Brasil, O Dia e Terceiro Tempo.
Entre os principais momentos da carreira, esteve na cobertura de grandes eventos como as Copas do Mundo de 2002 e 2014 e os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Além do esporte, também atuou em reportagens sobre conflitos internacionais, terremotos, incêndios florestais e crises humanitárias em diferentes países, consolidando uma carreira marcada pelo jornalismo de campo.
No Brasil, um dos trabalhos mais lembrados foi a cobertura das enchentes que atingiram Santa Catarina. Chico Santo foi o primeiro repórter a chegar a Blumenau para registrar a tragédia e participou do voo de reconhecimento das áreas afetadas ao lado do então governador Luiz Henrique da Silveira.
Nos últimos meses, o jornalista havia revelado nas redes sociais que enfrentava problemas de saúde e manifestava o desejo de voltar à cobertura esportiva, área que marcou grande parte de sua carreira. Atualmente, ele morava na França ao lado da esposa, Angela Zerbielli.
Após a confirmação da morte, Angela Zerbielli publicou uma emocionante homenagem nas redes sociais, descrevendo o vazio deixado pela partida do marido e a dificuldade de comunicar a perda aos amigos e familiares.
A morte de Chico Santo representa a despedida de um profissional reconhecido pela dedicação ao jornalismo, especialmente em coberturas de grande impacto. Enquanto as investigações sobre o caso continuam na Suíça, colegas, amigos e admiradores prestam homenagens a um repórter que marcou sua geração pela experiência em grandes eventos esportivos e acontecimentos internacionais.