Uma investigação do g1 revelou que criminosos estão usando o TikTok para promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil, direcionando interessados para grupos no Telegram. A prática acontece por meio de códigos ocultos nos comentários das postagens, dificultando a fiscalização da plataforma.
Desde o início do ano, já havia casos em que o TikTok foi usado para divulgar conteúdos ilegais, como mensagens supremacistas. Agora, o monitoramento de mais de 30 perfis identificou que criminosos anunciam pacotes com fotos e vídeos abusivos no Telegram, que são vendidos por valores a partir de R$ 10.
No Telegram, a comercialização ocorre através de bots, conversas privadas ou até miniaplicativos integrados à plataforma, o que facilita o acesso e a negociação sem sair do app. Os pagamentos geralmente são feitos via PIX ou criptomoedas, mecanismos que dificultam o rastreamento.
Especialistas, como Ana Cláudia Cifali, coordenadora jurídica do Instituto Alana, reforçam que a produção, divulgação e acesso a esse tipo de conteúdo são crimes graves previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, com penas severas.
Para as plataformas, o desafio é intensificar a fiscalização e implementar sistemas eficazes para bloquear esses perfis e conteúdos, protegendo crianças e adolescentes no ambiente digital. A denúncia e a conscientização são ferramentas essenciais para combater essa ameaça.
Este caso expõe a complexidade do combate ao crime digital em redes sociais populares como o TikTok, ressaltando a importância de um esforço conjunto entre usuários, empresas e autoridades para garantir a segurança na internet.
