No evento anual da Meta, realizado na última quarta-feira (23), Mark Zuckerberg apresentou o Muse Charm, um dispositivo que resgata a nostalgia dos Tamagotchis dos anos 1990, mas com um diferencial tecnológico: inteligência artificial integrada.
O Muse Charm tem o tamanho de um relógio de bolso e conta com uma tela de cerca de 2 polegadas, controlada pelo polegar. Com suporte a internet 5G, ele permite acesso direto ao agente de IA chamado Muse, dispensando o uso de smartphones para interação. Diferentemente dos celulares, o aparelho não realiza chamadas telefônicas, focando na experiência com o personagem virtual.
Essa novidade surge em um momento em que dispositivos nostálgicos, como câmeras digitais e tocadores de MP3, voltam a ganhar popularidade entre o público jovem. Muitos desses usuários já tratam assistentes virtuais como companheiros, preferindo interações por voz e chatbots em vez de ferramentas tradicionais.
Especialistas destacam que o Muse Charm pode atrair jovens por unir IA, moda e personalização, embora ressaltem que seu sucesso dependerá das funcionalidades exclusivas que conseguir oferecer em relação a smartphones e outros gadgets atuais. Para quem evita óculos inteligentes, o aparelho pode ser uma alternativa atraente, evocando memórias afetivas do Tamagotchi original.
Apesar do otimismo, experiências anteriores com dispositivos portáteis de IA, como o Rabbit R1, mostram que entregar uma experiência confiável é um desafio. O Muse Charm representa a aposta da Meta em uma “superinteligência pessoal”, uma estratégia de Zuckerberg para expandir a interação com IA fora dos tradicionais smartphones.
Com o Muse Charm, a Meta busca não apenas inovar, mas também reconectar gerações por meio da tecnologia e da nostalgia, abrindo caminho para novas formas de interação digital no cotidiano.




