Pesquisa do Ministério do Turismo em parceria com a UNESCO revela que 60% das mulheres já desistiram de viajar por receio de violência. O dado evidencia como a insegurança ainda impacta diretamente o turismo feminino, mesmo com o crescimento da autonomia das mulheres que viajam sozinhas, seja a trabalho ou lazer.
Nos últimos anos, o turismo tem se adaptado para oferecer experiências mais personalizadas, mas a preocupação com a segurança continua sendo um fator decisivo. Segundo o levantamento, mais de 60% das mulheres relataram ter passado por situações que geraram sensação de insegurança durante viagens.
Para tentar reverter esse cenário, o Ministério do Turismo lançou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, disponível em seu site. O material traz orientações sobre planejamento, transporte, hospedagem e canais de apoio, além de apresentar histórias e dicas práticas para garantir mais autonomia e proteção.
Entre as recomendações, destacam-se a importância de pesquisar o destino com antecedência, planejar os deslocamentos, verificar a segurança na hospedagem e manter sigilo sobre o número do quarto. Também é sugerido confirmar a identidade do motorista em corridas por aplicativo para evitar riscos.
No último domingo, 27 de setembro, data que marcou o Dia Mundial do Turismo, a ONU ressaltou o papel fundamental do turismo para o desenvolvimento social e econômico. A pesquisa reforça que, para que o setor avance de forma inclusiva, é essencial ampliar as condições de segurança para todas as viajantes.
Com iniciativas como esse guia e o debate ampliado sobre segurança, é possível vislumbrar um futuro em que o medo não impeça que mulheres explorem o mundo com liberdade e tranquilidade.