Um estudo do Instituto Trata Brasil analisou os planos de governo de 62 candidatos a governador com maior chance de eleição ou segundo turno, e constatou que apenas 13 apresentam propostas abrangentes para o saneamento básico. O saneamento inclui abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem, essenciais para a saúde pública e qualidade de vida.
O levantamento avaliou quatro eixos principais: planejamento, regionalização, coordenação para universalização dos serviços e definição de metas concretas. Cada candidato foi classificado conforme a abrangência de seu plano, que variou de ausente a completo, cobrindo todos os aspectos necessários.
Apesar de todos os candidatos mencionarem algum ponto relacionado ao saneamento, poucos possuem estratégias estruturadas. Conforme Luana Preto, presidente executiva do Trata Brasil, muitos falam em universalização, mas poucos apresentam metas claras ou indicam como alcançar esses objetivos. A regulação e o fortalecimento das agências reguladoras, fundamentais para garantir eficiência e expansão, aparecem raramente nos planos.
O estudo também destaca a falta de compromisso em estados com indicadores críticos, como Acre, Maranhão e Amazonas, onde o saneamento básico ainda é deficiente e candidatos sequer citam o tema. Com o prazo de sete anos para universalizar o saneamento, a ausência de propostas concretas preocupa.
Para o futuro, é urgente que os candidatos incluam o saneamento como prioridade, com metas tangíveis e estratégias claras, especialmente nas regiões mais carentes. O avanço nessa área é fundamental para garantir saúde, desenvolvimento e qualidade de vida para milhões de brasileiros.
Em resumo, o levantamento revela um cenário ainda tímido diante da urgência dos desafios do saneamento no Brasil. A expectativa é que o debate se intensifique e que as eleições tragam propostas mais sólidas, refletindo o papel central do saneamento nas políticas públicas.
