O Brasil confirmou sua força no Mundial Paralímpico de Judô ao conquistar três medalhas de ouro no segundo dia de competições, realizado em Tbilisi, na Geórgia. Além dos ouros, o país somou duas pratas e dois bronzes, consolidando uma campanha de alto nível até o momento.
O Mundial paralímpico é um dos eventos mais importantes do calendário do judô adaptado, reunindo os melhores atletas do mundo. Nesta edição, que termina neste domingo (27) com as disputas por equipes, o Brasil mantém seu protagonismo entre as potências da modalidade.
O destaque principal ficou com Alana Maldonado, judoca paulista e bicampeã paralímpica da classe J2 (baixa visão) na categoria até 70 kg. Ela conquistou seu quarto título mundial ao vencer a cazaque Ayala Mereke na final, decidida no golden score com um wazari. Outro nome que confirmou sua hegemonia foi Arthur Silva, da classe J1 (cegos), até 95 kg. O potiguar derrotou o britânico Daniel Powell por wazari, garantindo o bicampeonato mundial e reafirmando seu título paralímpico de Paris 2024. A terceira medalha de ouro ficou com Brenda Freitas, também da classe J1, na categoria até 70 kg. Brenda finalizou a luta contra a chinesa Wang Wenjing com um ippon em menos de um minuto, defendendo com sucesso o título conquistado no ano anterior.
Além dos ouros, os brasileiros Milena Freitas (prata, classe J1 acima de 70 kg), Marcelo Casanova (prata, classe J2 até 95 kg), Rebeca Silva (bronze, classe J2 acima de 70 kg) e Felipe Amorim (bronze, classe J2 acima de 95 kg) também subiram ao pódio, ampliando o saldo positivo da equipe.
Com dez medalhas acumuladas até agora, o Brasil demonstra solidez e profundidade em seu time paralímpico de judô. A expectativa é que o desempenho se mantenha na disputa por equipes, encerrando o evento com chave de ouro.
Essa campanha reforça a posição do Brasil como uma das maiores potências do judô paralímpico mundial, evidenciando o trabalho consistente de atletas e treinadores. O sucesso em Tbilisi é um incentivo para a preparação para futuros desafios internacionais, incluindo Paris 2028, onde a modalidade deve ter um papel de destaque.