O Brasil registrou a criação de 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado representa um crescimento de 183,1% em relação a julho, que teve 58.568 empregos criados.
Apesar do avanço mensal, o número de vagas formais em agosto de 2026 é o segundo menor desde 2020, pressionado por juros altos e desaceleração econômica. Em comparação a agosto do ano passado, quando foram gerados 154.683 empregos, houve um aumento de 7,2%.
O saldo positivo veio de todos os cinco setores pesquisados: Serviços liderou com 110.346 novas vagas, seguido pela Construção Civil (20.848), Indústria (16.613), Comércio (16.565) e Agropecuária (1.452). Destaques dentro dos serviços incluem educação, saúde e transporte, enquanto na indústria a fabricação de alimentos e veículos puxou a geração de empregos.
Regionalmente, o crescimento foi observado nas cinco regiões do país, com o Sudeste respondendo por 73.167 empregos, seguido do Nordeste com 59.356. São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco foram os estados que mais geraram vagas.
Para os próximos meses, o cenário indica uma recuperação gradual do mercado de trabalho formal, mas ainda com desafios devido à economia mais lenta e às taxas de juros elevadas. O desempenho setorial e regional sinaliza oportunidades específicas para quem busca emprego.
Em resumo, o resultado de agosto reforça a importância da diversificação econômica brasileira e mostra que, mesmo diante de dificuldades, o mercado de trabalho formal continua apresentando sinais positivos, especialmente nos serviços e na indústria.




