Investigação revela uso de contas de terceiros para comercializar conteúdo de abuso sexual infantil na internet.
Uma operação recente mostrou como criminosos exploram plataformas populares para promover e vender material ilegal envolvendo abuso sexual infantil. Utilizando o TikTok como vitrine, a negociação ocorre dentro do aplicativo de mensagens Telegram, onde grupos e canais mantêm esse conteúdo proibido.
Em um dos casos expostos, um criminoso confessou que utiliza a conta bancária de uma terceira pessoa, a quem chama de “menina”, para receber pagamentos via PIX. Ele alega que essa prática impediria o rastreamento das transações, algo contestado pela Polícia Federal.
A investigação aponta que os criminosos frequentemente empregam contas bancárias pertencentes a vítimas ou ex-namoradas para dificultar a ligação direta com os crimes. Também utilizam bancos digitais e fintechs menos regulados, além de criar empresas no setor financeiro para movimentar recursos sem deixar rastros claros.
As plataformas envolvidas, Telegram e TikTok, afirmam atuar contra esse tipo de conteúdo, removendo grupos, canais e contas que violam suas políticas. Somente neste ano, o Telegram excluiu mais de 300 mil grupos relacionados ao abuso infantil.
Apesar das tentativas criminosas de esconder as transações, o uso do PIX deixa registros que auxiliam as autoridades na identificação dos envolvidos, tornando difícil a impunidade.
O caso reforça a importância da vigilância constante e da ação integrada entre plataformas digitais e órgãos de segurança para combater a exploração infantil na internet. A sociedade deve manter-se alerta e colaborar com denúncias para proteger crianças e adolescentes.




