Bitget, uma das principais corretoras de criptomoedas, confirmou o roubo de US$ 350 milhões (R$ 1,86 bilhão) na última sexta-feira (25), colocando o ataque entre os maiores golpes já registrados no mercado digital. O incidente reacende o debate sobre segurança e vulnerabilidade no universo cripto.
Desde o surgimento do bitcoin em 2008, o setor de criptomoedas tem sido alvo frequente de ataques sofisticados. Em 2025, por exemplo, a corretora Bybit sofreu um prejuízo ainda maior, com o roubo de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers, considerado o maior até hoje. O FBI atribuiu esse ataque a hackers ligados à Coreia do Norte.
Além da Bitget e Bybit, outras plataformas enfrentaram perdas bilionárias. Em 2021, a Poly Network teve US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões) roubados, embora quase tudo tenha sido devolvido posteriormente. Em 2022, a rede Ronin, associada ao sucesso online Axie Infinity, teve US$ 540 milhões (R$ 2,86 bilhões) furtados. No passado, a corretora japonesa Coincheck e a pioneira Mt.Gox também sofreram ataques que abalaram o mercado.
Esses incidentes evidenciam que, apesar dos avanços tecnológicos, as corretoras ainda enfrentam desafios enormes para garantir a segurança dos ativos digitais. As autoridades intensificam esforços para coibir o uso de criptomoedas em operações ilícitas, já que criminosos aproveitam a rapidez e o anonimato para movimentar valores entre fronteiras.
Para os usuários e investidores, o cenário reforça a importância de cautela e acompanhamento constante das notícias sobre segurança e regulamentação. O episódio da Bitget serve como alerta para o mercado e reforça a necessidade de soluções mais robustas contra fraudes.
Em suma, o roubo na Bitget não apenas impacta milhares de pessoas diretamente, mas também coloca em evidência os riscos inerentes ao mercado de criptomoedas, um setor que continua em expansão e busca maior maturidade para ganhar confiança global.




