Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmente vídeo falso que circula nas redes sociais sobre o uso de terminais de comunicação via satélite nas eleições deste ano. A informação incorreta afirmava que uma empresa estrangeira controlaria a divulgação dos resultados, colocando em risco a soberania nacional e a integridade do processo eleitoral.
Para esclarecer, o TSE contratou, por meio de licitação fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), uma empresa especializada para fornecer conexão via satélite exclusivamente em localidades sem infraestrutura tradicional de dados. Essas áreas incluem aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Roraima e Maranhão.
O sistema garante o envio seguro e criptografado dos arquivos gerados pelas urnas eletrônicas. A empresa contratada só oferece a conexão física, sem qualquer acesso ou controle sobre a apuração ou o conteúdo dos votos. Isso reforça a transparência e segurança do processo eleitoral.
A utilização de até 1.113 terminais de satélite visa ampliar a cobertura de comunicação, garantindo que até as regiões mais remotas possam participar das eleições com total integridade e sigilo. A criptografia de ponta e a fiscalização ampla, envolvendo diversas entidades e o Ministério Público, tornam praticamente impossível qualquer tentativa de invasão ou manipulação dos resultados.
O esclarecimento do TSE traz tranquilidade para o eleitorado e reafirma o compromisso com uma votação segura e transparente, mesmo em locais de difícil acesso. A tecnologia, aliada à fiscalização rigorosa, segue como pilar das eleições brasileiras, fortalecendo a democracia em todo o país.

