Nesta sexta-feira (25), o governo federal anunciou a terceira fase do programa de renegociação de dívidas, batizada de Desenrola 3.0. A grande novidade é que a União poderá comprar carteiras de dívidas inadimplidas em leilões, repassando integralmente os descontos aos devedores.
O programa foi criado para facilitar a quitação de dívidas atrasadas, e o Desenrola 3.0 traz mudanças importantes em relação às fases anteriores, em que a negociação ocorria diretamente entre credores e devedores.
A nova etapa é focada em dívidas bancárias e não bancárias de até R$ 10 mil, com inadimplência entre 720 e 1.645 dias. O processo envolve leilões nos quais a União adquire carteiras de dívidas, e os credores apresentam propostas de desconto, classificadas pelo maior deságio.
O desconto obtido será repassado integralmente ao consumidor, que poderá quitar o saldo à vista ou parcelar, conforme regras a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O deságio mínimo será de 90%, o que significa que uma dívida de R$ 10 mil poderá ser renegociada a partir de R$ 1 mil.
O governo estima que até R$ 150 bilhões em dívidas sejam elegíveis, beneficiando cerca de 15 milhões de pessoas. O custo máximo para a aquisição dessas carteiras pela União está previsto em R$ 15 bilhões, com parte dos recursos alocados nos orçamentos de 2027 e 2028.
Com essa iniciativa, o programa amplia o acesso à renegociação e traz maior eficiência ao processo, reduzindo o impacto da inadimplência para famílias e para o sistema financeiro. O Desenrola 3.0 representa um passo significativo para aliviar a pressão das dívidas no país, oferecendo uma saída mais acessível e transparente para quem está em atraso.
Fica claro que o governo busca não só recuperar créditos, mas também estimular a retomada do consumo e o equilíbrio financeiro dos brasileiros afetados pela crise. A expectativa é de que essa estratégia traga alívio e novas oportunidades para milhões de pessoas nos próximos anos.