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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado (25) que a Rússia pretende mobilizar mais 30 mil soldados norte-coreanos para reforçar suas forças no conflito. Segundo o líder ucraniano, Moscou já estaria preparando a infraestrutura necessária para receber os militares na região de Voronezh.
A declaração foi feita durante o tradicional pronunciamento noturno de Zelensky e amplia as preocupações sobre o aprofundamento da cooperação militar entre Rússia e Coreia do Norte, que se intensificou nos últimos anos em meio à guerra iniciada em 2022.
De acordo com Zelensky, os preparativos para receber o novo contingente estariam em andamento desde junho. Caso a informação se confirme, será mais um passo na parceria firmada entre os dois países após o pacto de defesa mútua assinado por Moscou e Pyongyang.
Essa não seria a primeira participação de militares norte-coreanos no conflito. Em 2024, cerca de 14 mil soldados da Coreia do Norte foram enviados para a região russa de Kursk, onde auxiliaram as forças russas na retomada de áreas ocupadas durante uma ofensiva ucraniana.
Além do envio de tropas, Zelensky também afirmou que Pyongyang estaria preparando o fornecimento de novos lançadores para mísseis balísticos destinados à Rússia. Na avaliação do presidente ucraniano, essa cooperação vai além da guerra atual, permitindo que a Coreia do Norte adquira experiência prática de combate e aperfeiçoe seu arsenal militar.
Segundo Zelensky, o impacto desse intercâmbio militar não se limita à Europa. Ele argumentou que o aprendizado obtido pelos militares norte-coreanos representa um risco para diversos países da Ásia, especialmente aqueles que já estão ao alcance dos mísseis desenvolvidos pelo regime de Kim Jong Un.
Até o momento, a Rússia não comentou publicamente as declarações, e as informações apresentadas por Zelensky não foram verificadas de forma independente. Ainda assim, o possível envio de um novo contingente reforça a percepção de que a guerra na Ucrânia continua ampliando sua dimensão internacional, envolvendo aliados estratégicos e aumentando as preocupações sobre a estabilidade da segurança global.
Fonte: https://www.reuters.com/